A resposta curta
- 1Comece pela pauta, não pelo cargo: procure quem escreveu sobre o seu tema nos últimos meses. A assinatura diz a editoria; o cargo no LinkedIn, não.
- 2Para montar o mailing, busque no Sales Navigator com Current job title (Repórter, Editor, Pauteira, Correspondente), a função Media and Communication e um Industry de mídia, que deixa as assessorias de fora.
- 3Envie a busca para a Emelia com Export with Emelia e rode Find email na lista: 1 crédito por e-mail encontrado, devolvido se nenhum endereço for encontrado.
- 4Para um jornalista só, use a extensão do Chrome da Emelia no perfil dele. Para um mailing que você já tem, importe o CSV.
- 5Uma editoria por envio, a matéria recente do jornalista na primeira linha e, no máximo, um follow-up.
Para qual jornalista mandar a sua pauta?
Numa redação brasileira, “jornalista” cobre funções bem diferentes. O repórter apura e escreve; quando cobre sempre o mesmo assunto (economia, política, tecnologia), é o setorista. O editor chefia uma editoria e decide o que entra. O pauteiro (na TV e nos jornais maiores) e o produtor (no rádio e nos podcasts) recebem sugestões e marcam entrevistas. O colunista assina opinião ou notas, e o frila vende matérias para vários veículos.
Quem recebe depende do que você oferece. Uma novidade (lançamento, rodada de investimento, dado inédito) vai para o setorista; um porta-voz para entrevista, para o pauteiro ou o produtor; uma informação curta e exclusiva, para a coluna de notas. O editor-chefe raramente ajuda: ele repassa ou apaga.
Os cargos que você deve buscar
Cargos a incluir
Cargos a deixar de fora
“Jornalista” é o cargo mais enganoso do LinkedIn brasileiro: muitos assessores de imprensa têm registro de jornalista e escrevem “Jornalista | Assessoria” no título. E “redator” existe na redação e na agência de publicidade. Combine sempre o cargo com um setor de mídia.
Onde os jornalistas aparecem na internet
- A assinatura e a página do autor: os últimos textos do jornalista e, às vezes, um e-mail ou um perfil social. É a única fonte que diz o que ele cobre hoje.
- O expediente e o “Fale com a redação”: o editor de cada editoria e os endereços da redação.
- LinkedIn: o veículo atual dos contratados e os títulos em que os frilas publicam. A melhor fonte para montar um mailing por editoria e por estado.
- X, Bluesky, Instagram e Threads: muitos jornalistas deixam o e-mail na bio, ou avisam que a DM está aberta para pautas.
- Newsletters e sites próprios: colunistas e frilas têm ali uma página de contato pensada para leitores e editores.
Por que o contato de jornalistas é mais difícil do que parece
- O cargo não diz a editoria. “Repórter na Tribuna Jacarandá” pode cobrir polícia, esporte ou inteligência artificial: leia as últimas matérias antes.
- Frilas não têm domínio de veículo. Escrevem para vários títulos: o endereço está num domínio próprio ou num Gmail, que nenhuma ferramenta de e-mail profissional adivinha.
- O domínio do e-mail nem sempre é o do site. Títulos de um grupo de comunicação costumam usar o domínio do grupo. A Emelia contorna parte disso (veja a segunda busca automática, mais abaixo).
- A redação empurra caixas compartilhadas. redacao@, pauta@ e o WhatsApp da redação são lidos por quem está de plantão, não pelo repórter que cobre o seu tema.
- As redações mudam o tempo todo. Passaralhos, veículos que fecham, repórteres que viram assessores ou frilas: refaça o mailing logo antes de cada anúncio.
Qual método combina com a sua pauta?
Depende de quantos jornalistas você quer alcançar. Os três métodos chegam a repórteres com o e-mail profissional, prontos para receber a sua sugestão de pauta. A interface da Emelia está em inglês (e em francês), por isso citamos os botões em inglês.
Montar o mailing no Sales Navigator
Filtre repórteres e editores por cargo, setor de mídia e estado, e envie a busca inteira para a Emelia.
Ideal para: de algumas dezenas a algumas centenas de jornalistas de uma mesma editoria.
Ver as etapasUm jornalista de cada vez
No perfil do LinkedIn de um repórter, a extensão encontra o e-mail e coloca o contato na campanha da pauta.
Ideal para: os nomes prioritários, escolhidos a dedo depois de ler as matérias.
Ver as etapasVocê já tem um mailing
Importe a planilha com nomes e veículos e encontre de uma vez os e-mails que faltam.
Ideal para: o mailing herdado de uma assessoria ou as assinaturas que você anotou ao longo do ano.
Ver as etapasMétodo 2: encontre o e-mail de um jornalista pelo perfil no LinkedIn
Muita pauta boa nasce de uma matéria: você lê o texto de um repórter sobre o seu assunto e quer falar com ele. Para os nomes prioritários, pule a lista e trabalhe a partir do perfil.
- Etapa 1
Abra o perfil do jornalista no LinkedIn
Com a extensão da Emelia instalada e conectada, aparece um botão em todo perfil. Confira antes a Experiência: o primeiro veículo precisa ser o atual, não o jornal de onde ele saiu há dois anos.
- Etapa 2
Clique em Find email
A Emelia lê no perfil o nome, o veículo e o site, e busca o e-mail profissional. O Find phone também existe, mas a maioria dos repórteres prefere o primeiro contato por e-mail.
A extensão da Emelia num perfil do LinkedIn: “Find email” encontra o e-mail e “Add to the campaign” adiciona o contato a uma campanha. - Etapa 3
Coloque o jornalista na campanha da pauta
Escolha em Add to the campaign a campanha desta pauta: o contato entra direto nela, já com o e-mail encontrado.
Sem a extensão: as buscas unitárias
Na Emelia, Unitary searches, no alto da página Lists, encontra um e-mail a partir do nome completo, da empresa (o veículo) e de um domínio: o dos endereços publicados pelos colegas, que nem sempre é o do site. Informe sempre o país: ele é usado na busca.
Método 3: você já tem um mailing de imprensa
O mailing herdado da assessoria anterior, as assinaturas anotadas ao longo do ano, os repórteres que cobriram o lançamento de um concorrente: importe nomes e veículos, e a Emelia encontra os e-mails que faltam.
| Coluna | Obrigatória | Para que serve |
|---|---|---|
| Nome + Sobrenome (ou Nome completo) | Sim | Use o nome do perfil, não só o da assinatura: “Tati Duarte” na matéria pode ser Tatiane no e-mail. |
| Site ou domínio do veículo | Opcional | Prefira o domínio dos endereços da equipe, que num grupo não é o do site. |
| Nome do veículo | Opcional | Usado sem site, e como segunda chance quando o domínio falha. É preciso ter um dos três. |
| URL do perfil do LinkedIn | Opcional | Para as etapas de LinkedIn e para buscar um telefone. |
| Matéria recente (coluna personalizada) | Opcional | Não entra na busca. Chame de materia_recente: ela vira a variável da primeira linha da sua pauta. |
Obrigatória
Para que serve
Obrigatória
Para que serve
Obrigatória
Para que serve
Obrigatória
Para que serve
Obrigatória
Para que serve
- Etapa 1
Importe o arquivo
Vá em Lists, New List e escolha CSV File (ou HubSpot, ou Pipedrive). Salve em .csv: o .xlsx não é aceito. As colunas são reconhecidas automaticamente; confira se o veículo caiu na coluna de empresa.
Emelia, “New List”: crie uma lista a partir de um arquivo CSV, do Sales Navigator, do HubSpot ou do Pipedrive. - Etapa 2
Rode Find email na lista
A Emelia mostra as linhas sem e-mail e os créditos a usar. Aponte a coluna do domínio ou do veículo se precisar, escolha o país do lote e lance: a busca continua mesmo com a aba fechada.
Emelia, “Find email”: encontre de uma vez os e-mails que faltam em uma lista inteira. - Etapa 3
Confira os resultados
Leads que já têm e-mail são pulados e não são cobrados, então os endereços antigos ficam como estão: passe o mailing herdado no verificador de e-mails. Envie só para os endereços valid.
Quando o site do veículo não é o domínio do e-mail
Muitos títulos pertencem a um grupo de comunicação, e a equipe escreve pelo domínio do grupo. Quando a busca pelo domínio do site não dá nada e o lead tem o nome do veículo, a Emelia refaz a busca automaticamente com o nome. Mantenha as duas colunas e, se conhece o domínio do grupo, coloque-o na coluna do site.
Pela API
Se a sua assessoria guarda o mailing num sistema próprio, a mesma busca roda por API: uma chamada envia, outra lê o resultado. O país é obrigatório (BR), e cada e-mail encontrado custa 1 crédito, como no app.
POST https://api.emelia.io/tools/find/email
Authorization: <API_KEY>
{
"fullname": "Mariana Figueiredo",
"companyName": "Tribuna Jacarandá",
"country": "BR",
"companyWebsite": "tribunajacaranda.com.br"
}
→ { "success": true, "jobId": "…" }
GET https://api.emelia.io/tools/find/email/{jobId}Os métodos gratuitos, para poucos jornalistas
Para alguns nomes prioritários, dá para achar o contato de imprensa à mão. Jornalista é mais fácil do que a maioria dos alvos: receber informação faz parte do trabalho, e muitos publicam um jeito de serem encontrados.
1.A assinatura e a página do autor
Clique no nome do jornalista numa matéria recente: a página do autor costuma trazer um e-mail, um perfil social ou pelo menos a lista de textos, que confirma a editoria.
2.O expediente do veículo
O expediente dá o nome do editor de cada editoria e, muitas vezes, um endereço publicado que revela o formato da redação. Nos portais pequenos, olhe o “Fale conosco”.
3.“Procuro fontes” no LinkedIn e no X
Repórteres costumam publicar “procuro fontes” ou “busco personagens” com o contato. Busque essas expressões com o seu tema: você acha quem está apurando agora.
4.O CNPJ e o QSA dos veículos pequenos
Em portais regionais e blogs de notícias, o dono costuma ser também o editor. O CNPJ do rodapé, na consulta de CNPJ da Receita Federal, leva ao Quadro de Sócios e Administradores: sem e-mail, mas com o nome certo para buscar.
5.O noticiário do próprio mercado
O Portal dos Jornalistas acompanha as mudanças nas redações e divulga os finalistas de prêmios de jornalismo: um bom jeito de saber quem trocou de veículo e quem é referência numa editoria.
6.Adivinhe e verifique
Aplique o formato do veículo ao nome (veja abaixo) ou busque "@dominio-do-veiculo.com.br" com o nome no Google. Confira com um verificador de e-mails: uma pauta que volta prejudica a sua entregabilidade.
Os formatos de e-mail das redações brasileiras
Uma redação costuma dar o mesmo formato a todos: um endereço publicado revela os outros. Cuidado: o domínio nem sempre é o do site, e o e-mail segue o nome de registro, não o apelido da assinatura.
| Formato | Exemplo | Onde aparece |
|---|---|---|
| nome.sobrenome@ | mariana.figueiredo@tribunajacaranda.com.br | Muito comum em jornais e emissoras. |
| inicial + sobrenome@ | tduarte@ondaseriema.com.br | Frequente em rádios e jornais regionais. |
| nome@ | luana@bytecaju.com.br | Portais nativos digitais e newsletters de nicho. |
| nome.sobrenome@ (domínio do grupo) | rafael.antunes@caraguatamidia.com.br | Revistas e jornais de um grupo usam o domínio do grupo. |
| redacao@ / pauta@ | pauta@jornalquaresmeira.com.br | Caixa compartilhada da redação, lida por quem está de plantão. |
| nome@dominio-proprio.jor.br | bruno@brunosiqueira.jor.br | Frilas com site próprio, às vezes no .jor.br, a categoria de domínio criada para jornalistas. Muitos usam Gmail, que nenhuma ferramenta adivinha. |
Exemplo
Onde aparece
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Onde aparece
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Exemplo
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Exemplo
Onde aparece
Depois, envie a pauta: a campanha na Emelia
Sugestão de pauta não é sequência de vendas: um e-mail, um follow-up, uma editoria por vez. Veja como enviar pela Emelia, sem exportar nada.
- Etapa 1
Crie uma campanha por pauta
Em Campaigns, crie uma campanha com o nome da pauta e da editoria (“Pesquisa de preços · economia”). Comece do zero para uma pauta só por e-mail, ou de LinkedIn then Email para passar pelo LinkedIn antes.
- Etapa 2
Escreva a pauta e um único follow-up
Na aba Campaign, adicione o e-mail da pauta, alguns dias de intervalo e um follow-up curto. Personalize com
{{firstName}}e as suas colunas, como{{materia_recente}}. Cuidado com{{companyName}}: o veículo pede artigo (“no Diário”, “na Gazeta”), e a variável não escolhe o gênero.
O editor de sequências da Emelia: e-mails e etapas no LinkedIn na mesma campanha. - Etapa 3
Vincule o mailing
Em Settings, escolha as contas de envio e marque a sua lista de jornalistas em Lead list. Salve.
Emelia: marque uma ou mais listas de leads em “Lead list” e depois lance a campanha. - Etapa 4
Lance ou agende
Agende para a manhã, no fuso do jornalista (o Brasil tem mais de um), e antes de a notícia sair se houver embargo. Aqueça as caixas novas com o aquecimento de e-mail para a pauta cair na caixa de entrada.
Uma sugestão de pauta que o jornalista lê
O repórter decide em duas linhas se a pauta é para ele. Mostre que leu o trabalho dele, dê a novidade numa frase, ofereça algo concreto e pare.
Assunto: Sugestão de pauta: [a novidade em poucas palavras]
Oi, {{firstName}}, tudo bem?
Li sua matéria sobre {{materia_recente}} e [o que ela fez você pensar, em uma frase].
[Sua empresa] vai [a novidade: dado inédito, lançamento], o que mostra [o ângulo que interessa ao seu leitor].
Posso enviar [os dados completos / uma entrevista com nosso CEO] antes de [data, se houver embargo]. Faz sentido para alguma pauta sua?
Troque os colchetes pelos seus fatos. {{materia_recente}} é uma coluna personalizada da lista (veja o método 3): preencha para cada jornalista ou reescreva a linha. Nada de release em anexo: coloque o link.
Erros que fazem a pauta ser ignorada
Errar a editoria
Quem cobriu o seu setor há dois anos pode estar na editoria de polícia hoje: leia as três últimas matérias antes de enviar.
Disparar o mesmo release para todo o mailing
Uma pauta que serve para qualquer um é apagada por todos. Separe o mailing por editoria e faça a primeira linha falar do trabalho do jornalista.
Mandar o release em anexo
Anexo de remetente desconhecido raramente é aberto. Coloque os fatos no corpo do e-mail e o link do release e das imagens no fim.
Ligar para perguntar se recebeu o release
Um clássico que irrita as redações. Um follow-up por e-mail, com algo novo, basta.